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Hunt: Showdown – Uma surpresa da Crytek na E3 2017 – Antevisão

A Crytek não fez um grande furor na E3 2017, ficando de fora das conferências e dos holofotes. Todavia, a companhia marcou presença no evento, mostrando à porta fechada uma demonstração de Hunt: Showdown. Se este título é vos familiar, é porque previamente foi apresentando como Hunt: Horrors of the Gilded Age. O jogo foi apresentando na E3 2014, mas depois de tanto tempo sem novidades, muitos pensavam que tinha sido cancelado. Na realidade, o projecto foi agora reintroduzido pela Crytek com um novo nome, Hunt: Showdown. Apesar do novo nome, a temática mantém-se.

Portanto, o que é Hunt: Showdown? É um jogo competitivo descrito como Munster Hunter. Em cada partida podem participar dez jogadores, que estarão em divididos em equipas de duas pessoas. Podem convidar um amigo para se juntar à vossa equipa ou confiar no sistema de matchmaking. Nestes jogos existem sempre desconfiança em relação ao companheiro de equipa, contudo, a Crytek tomou medidas para evitar que sejam traídos pelo vosso companheiro. Aliás, este é um jogo onde a cooperação é importante, portanto, trair o companheiro é uma má ideia.

O objectivo de cada partida é derrotar um monstro, que aparece em sítios distintos do mapa, pelo que nunca saberão ao certo onde vai aparecer na próxima partida. O desafio não é apenas encontrar e derrotar o monstro primeiro do que os outros jogadores. O subtítulo “Showdown” refere-se à última parte da partida, em que os jogadores têm que “banir” o monstro, o que demora tempo e lança um aviso pelo mapa, tornando a nossa posição visível para os outros jogadores. Durante os últimos minutos, terão que guardar a carcaça do monstro, enquanto está a ser banido, e depois escapar com vida.

Hunt: Showdown recorre a ideias já estabelecidas por títulos de sobrevivência e de battle royale, mas a forma como combina estes elementos com a temática de terror é única. Inserido na era Victoriana, no final do século XIX, seremos transportados para as florestas pantanosas do Luisiana. É um local incomum para um videojogo, e é por essa mesma razão que a Crytek escolheu este estado para Hunt: Showdown. A nossa personagem tem uma ligação à escuridão, habilidade que é essencial para poder seguir os rastos do monstro e eventualmente encontrar o local onde está escondido.

A demonstração à qual tivemos acesso decorria de noite, ajudando a criar uma atmosfera sombria, mas de acordo com a Crytek, a versão final terá outros momentos do dia. O que importa reter é que, embora o derradeiro objectivo seja matar e banir o monstro, há que escolher as nossas lutas. É possível ficar escondido e evitar confrontos directos com outros jogadores. Além disso, poderão contentar-se em ficar com um alvo mais pequeno e não arriscar tudo, até porque se morrerem, vão perder todo o progresso que conseguiram com a personagem.

“A experiência é promissora e ficamos surpreendidos com o que vimos”

A Crytek referiu que Hunt: Showdown tem soft-permadeath, explicando que se a nossa personagem morrer, fica perdida para sempre. Contudo, a próxima personagem que criarem herdará alguns atributos e será ligeiramente mais forte do que a anterior, portanto, existe progresso, mesmo quando a vossa personagem morre. Claro que, quando a vossa personagem morre, também perdem o acesso a todo o equipamento que ganharam. Embora possa parecer uma chatice, a piada do jogo está mesmo no factor risco e na emoção da caçada. Não é um jogo tradicional com princípio, meio e fim, mas quanto maior for o vosso rank, melhores serão os benefícios.

Quanto mais próximos nos aproximámos do alvo, mais criaturas vão aparecer, e algumas delas são mais fortes do que o habitual. No caso desta demonstração, só havia um boss, mas a Crytek referiu que podem existir vários em cada mapa. O boss era uma tarântula gigante escondida num celeiro. O seu comportamento é curioso, procurando esconder-se regularmente na escuridão para que fique fora do nosso campo de visão. É realmente uma experiência assustadora mas também entusiasmante.

Hunt: Showdown ainda está numa fase prematura. Embora esteja num formato jogável, é perceptível que precisa de ser bastante polido. Ainda assim, a experiência é promissora e ficamos surpreendidos com o que vimos. Por enquanto, a equipa está a dar primazia à versão para PC, mas claro, mais adiante poderão surgir versões para as consolas. Questionei acerca do modelo de negócio, isto é, será free-to-play ou se vão lançar o jogo em Early Access e adicionar funcionalidades e melhorias de acordo com o feedback da comunidade, contudo, apenas foi dito que os planos para o modelo de negócio serão revelados mais tarde.